5 A Espantosa Teoria da Terra Oca

Na nossa imaginação colectiva colocamos o Super-Homem da banda desenhada a viver no Pólo Norte; também o Pai Natal vem do Pólo Norte num trenó guiado por renas voadoras (símbolo de um disco voador?). Será que o nosso inconsciente colectivo nos está a dizer algo? Algo que soubemos há muito tempo, muito tempo e que esquecemos? Segundo a teoria da Terra Oca, a Terra teria duas grandes aberturas, uma no Pólo Norte e outra no Pólo Sul, aberturas que dariam entrada para o seu interior.
Alguns ovnilogistas gostaram da ideia, pegaram nela e adaptaram-na à ovnilogia para explicar uma possível origem dos OVNIs, uma origem intra-terrestre como alternativa à hipótese da origem extraterrestre. Se a Terra fosse oca, a força da gravidade não poderia estar no seu centro mas no centro da crosta que teríamos de imaginar muito mais espessa, talvez com uns 1290 km de comprimento, ficando o resto até ao centro vazio, talvez ocupado por um pequeno sol central, no seu centro.
A Terra não é certamente uma bola cheia de lava, nem para os cientistas que não acreditam que a Terra seja oca; a lava, dizem-nos eles, é um fenómeno que acontece a 20 milhas da superfície. Nada portanto nos garante acerca do que há a seguir ou se não ficaria mais frio à medida que se entrasse mais a fundo no interior da Terra. Nada de especial acerca do que dissemos sobre a força da gravidade já que a Teoria de Einstein que se acredita estar correcta para os eventos do mundo à nossa escala diz ser a massa aquilo que atrai. A força da gravidade concentra-se sempre onde há massa. Portanto, se é a massa que atrai e a massa da Terra apenas se apresentar numa espessa crosta de 1290 km será natural que a gravidade se encontre no centro dessa crosta constituindo uma linha que poderemos com facilidade imaginar e que poderemos chamar de linha de gravidade da Terra.
A Ciência em geral pronuncia-se negativamente com relação à teoria de uma Terra oca com cavidades nos Pólos e gravidade no centro da crosta mas, o que é certo, é que seja qual for a verdade há factos estranhíssimos e até agora nunca muito bem explicados, senão mesmo postos de lado. Esses factos podem até não significar que a Terra seja oca se olhados com mais atenção mas foram sempre quase ignorados ou postos de lado como pouco importantes.
Para esta teoria ser verdadeira teria de haver fotografias das famosas aberturas polares. Para falar a verdade parecem-me que há umas quantas e que ainda hoje não foram bem explicadas. Se a Terra é oca perguntarão vocês porque é que os astronautas nunca viram essa abertura? Pela simples razão de que não sabiam que ela estava lá. A nossa percepção é altamente selectiva; nós vemos de acordo com a nossa aprendizagem. Se não aprendemos acerca de uma coisa, não veremos essa coisa da mesma maneira que antigamente as pessoas olhando à sua volta não percebiam que a Terra é curva e mesmo redonda. Dando um exemplo concreto, uma das fotografias da Terra da Apolo 11, parece mesmo mostrar a abertura polar e este autor durante muitos anos e mesmo conhecendo já a teoria da Terra oca não se apercebeu de que a abertura polar parecia estar lá. Se aquilo não é a abertura polar então é mesmo uma MUITO INTERESSANTE formação de nuvens que faz parecer estar lá aquilo que corresponde à imagística da abertura no pólo! Fica ao critério de cada um. Essa fotografia é real, pertence mesmo à Apollo 11 e portanto não é válido argumentar que tem photoshop porque não tem. Ela originou-se na NASA (Apollo 11) já foi publicada muitas vezes em obras que nada têm a ver com a Terra Oca. Considero-a uma das melhores possíveis imagens da abertura polar. Qualquer um pode vê-la em livros ou na NET.
Também é verdade que esta teoria, como já disse, não nasceu dentro do campo da ovnilogia. Nasceu dentro do campo científico criada por Edmond Halley, o astrónomo famoso por ter descoberto o cometa que recebeu o seu nome, para explicar variações no campo magnético da Terra. Esta teoria foi sim aproveitada pela ovnilogia para criar (mais) uma hipótese acerca da origem dos Discos Voadores.
Antes de mais, o que é a Terra Oca? Podemos definir como Teorias da Terra Oca, o conjunto de todas as teorias ou hipóteses que propõem que a Terra é uma espécie de estrutura oca ao invés de um corpo totalmente compacto, sólido.

História da Terra Oca

O primeiro cientista a criar a teoria da Terra Oca foi, como já disse, Sir Edmond Halley, o cientista que descobriu e calculou com exactidão a trajectória do famoso cometa Halley, no século XVII. Ele criou uma teoria da Terra Oca em que o nosso planeta teria várias esferas concêntricas espaçadas entre si, a rodarem em direcções opostas, como tentativa de explicar as particularidades do magnetismo no nosso planeta. Ele acreditava também que poderia haver pessoas a habitar essas camadas interiores que no fundo seriam planetas dentro do nosso planeta. A luz para esses seres proviria da atmosfera interior que imaginou puder ser luminosa e a Aurora Boreal seria consequência do escoar dessa luminosidade. De facto, existe um vídeo na NET, atribuído à NASA que mostra a aurora polar austral vista do espaço. Curioso o facto de o feixe de iões ir de BAIXO PARA CIMA o que não é de esperar se a aurora é totalmente provocada pela energia vinda do Sol.
O Modelo mais famoso da Terra Oca – e que exacerbou a imaginação de muitos – tem origem na concepção de um outro astrónomo famoso, Leonhard Euler, que considerou que no interior da Terra haveria um sol que daria iluminação e aquecimento à superfície interna do planeta com as respectivas aberturas nos pólos por onde se escoaria o reflexo desse Sol interior e que que daria origem às Auroras polares. No final do século XVII, o cientista e matemático Sir John Leslie imaginou que existissem no interior da Terra dois sóis e não apenas um.
A versão francamente mais disparatada desta teoria foi criada por Cyrus Read Teed (1838-1908), um médico herborista norte-americano que também foi combatente na Guerra Civil Norte-Americana e que na sua obra A Cosmogonia Celelar ou A Terra: Uma Esfera Côncava defendeu a ideia de que vivemos não na superfície externa mas na superfície interna da Terra. Fora da Terra ou esfera haveria um vazio. No centro estaria o Sol que, sendo metade luz, metade escuridão, ao girar, produziria a noite e o dia. A Lua seria um reflexo (de quê?) na superfície interna da Terra e as estrelas e planetas seriam luzes reflectidas em painéis metálicos sobre a superfície côncava da esfera. O grande espaço interno conteria uma densa atmosfera que nos impediria a visão das terras do outro lado da superfície interna da Terra.

Os Voos do Almirante Byrd

Actualmente, a teoria da Terra Oca baseia-se essencialmente em algumas afirmações ambíguas do Contra Almirante Richard Evelyn Byrd da Marinha dos EUA depois de ter sobrevoado os Pólos mas sempre houve uma ambiguidade e um sentimento de estranheza dos exploradores em geral relativamente às zonas polares. Assim, por exemplo, Dumbrova, um explorador russo escreveu: “a descoberta memorável da até então desconhecida terra além do Pólo Sul pelo capitão Sir George Hubert Wilkins exige que a Ciência mude o conceito que tem tido nos últimos quatrocentos anos em relação ao contorno da Terra.” Que terra seria esta além do Pólo Sul a que Dumbrova se refere?
“Desabafou” o Almirante Bird, em Fevereiro de 1947, que “Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido.” Estas afirmações incendiaram a imaginação daqueles que acreditavam numa concepção da Terra Oca. Imediatamente, outros começaram a especular acerca da Terra Oca como possibilidade da proveniência dos OVNIs. Por várias razões, que iremos explorar, a maioria dos cientistas ri da Teoria da Terra Oca. No entanto, há coisas estranhas, a muitas dessas coisas, como dizem os cientistas e os cépticos, factos anedóticos. Mas são factos como haver poucos satélites que sobrevoam os Pólos, e nenhum deles aparentemente passar directamente sobre o Pólo, o mesmo sucedendo com trajectórias de aviões, haver fotografias que parecem mostrar a abertura polar norte como a da Apollo 11, etc.
Há o boato de que o Almirante Byrd teria feito um voo de 2730 km além do Pólo Norte e 3690 km além do Pólo Sul. Infelizmente (ou melhor, felizmente) a Ciência não pode ser feita de boatos e precisamos de algo mais sólido. Dados mais sólidos existem hoje em dia e podem implicar que a Terra e os planetas são estruturas ocas (!) Abordaremos esses factos adiante. Porém, aquela travessia para além da abertura polar norte teria sido noticiada via rádio, na altura, pelo próprio Byrd enquanto fazia a travessia. Aliás a imprensa informou o público americano a 5 de Fevereiro de 1956 do seguinte (depois da expedição de Byrd ao Pólo Sul) : “Em 13 de Janeiro, membros da expedição dos Estados Unidos realizaram um voo de 4330 km desde a base de McMurdo Sound, que fica a 640 km a oeste do Pólo Sul, penetrando numa terra, na extensão de 3690 km além do Pólo.” Isto é bizarro. Que extensão de terra pode ser esta a 3690 km além do Pólo… A menos que… E retornando do Pólo Sul, o Contra-Almirante Byrd faz a seguinte declaração em 13 de Março de 1956: “a presente expedição descobriu uma vasta terra nova.” Antes da sua morte em 1958, Byrd referiu que gostava de ver de novo “aquele continente encantado no céu, terra de perpétuo mistério.”

As Fotografias do Satélite ESSA

No Início de 1970 um satélite (ESSA) da Administração do Serviço de Ciência e Meio Ambiente dos Estados Unidos passou pelo Pólo Norte e tirou uma fotografia invulgar. Havia uma “bola” preta mesmo à frente do Pólo Norte, talvez não fosse bem uma bola… A fotografia do ESSA – 7 parecia mostrar um buraco no Pólo Norte. Uma entrada para o Mundo Subterrâneo de Aghartha. Essa fotografia, qualquer que seja a sua explicação, contribuiu para reacender a polémica e as discussões sobre a hipótese da Terra Oca, especialmente no meio ovniológico, dado que foi publicada na Flying Saucers Review e o editor desta revista, Ray Palmer, afirmou acreditar que era a fotografia representava a abertura polar, que tinha sido fotografada.
Por acaso, e sem querer ser categórico ou dogmático, reparei que a forma como os cépticos explicam a fotografia do ESSA não deixa de ser curiosa. Não pude deixar de reparar, em vários lugares da INTERNET, dedicados ao cepticismo, que começam sempre por dar a informação – inútil – de que as fotografias do ESSA foram montadas como um puzzle, o que é verdade mas ainda não explica como aparece o “buraco”, não é? Em seguida afirmam que a bola preta à frente do Pólo trata-se da comprida noite do Inverno árctico que deixa aquela parte da zona polar às escuras. Será? Parece-me, pelo que sei, que o solstício de Inverno deixaria mais de metade da Terra às escuras e apenas um quarto com luz devido à inclinação da Terra relativamente ao Sol e não apenas aquele pequeno circulo à volta do Pólo. Façam um desenho no papel e visualizem a coisa. O sol está por detrás da Terra, a banhar o Pólo Sul com um dia de Verão de seis meses. Por correspondência no Pólo Norte acontece o contrário: aquele e uma boa parte da Terra estão às escuras e apenas uma pequena parte do oceano Árctico estaria iluminada o que não faria aquele efeito que aparece na foto do ESSA antes daria à Terra nessa zona um efeito de sombra em “quarto crescente”.
Com efeito, durante muitos anos, alguns cientistas pensaram que a Terra fosse uma bola oca, com buracos nos pólos. Um planeta nasceria de uma nebulosa que, como tudo no universo, giraria até adquirir uma forma de espiral. Os materiais mais sólidos seriam arremessados para a periferia da espiral pela força da gravidade e iriam solidificando à medida que se formaria uma espécie de concha com aberturas nos Pólos: um planeta oco. Muitos Ovniologistas sentiram-se atraídos pela teoria e começaram a defender a ideia de que os discos voadores que apareciam no mundo desde Junho de 1947 vinham, de facto, de uma raça no interior da Terra.
A ideia não era velha: segundo estudiosos das antigas escrituras budistas a noção de Aghartha refere-se a um Mundo Subterrâneo cuja cidade principal é Shamballah no interior da Terra onde existiria uma raça de homens mais avançada governada por um Rei do Mundo. Outros ovniologistas preferindo clara (e afectivamente!) a hipótese extraterrestre faziam comentários jocosos à ideia: a Terra – sublinhavam com ironia Christiane Piens e Jacques Scornaux – encerraria cavernas imensas onde povos inteiros viveriam à parte da humanidade. Indo mais longe ainda, autores houve que avançaram com a Teoria da «Terra Oca»: o nosso planeta não seria mais do que uma pequena concha, cuja face interior, iluminada por um mini-sol central, seria habitada como a exterior! Dois orifícios, situados nos pólos, estabeleceriam a comunicação entre as duas faces. Para os partidários, muitas vezes fanáticos, desta hipótese, as expedições polares teriam sido censuradas e as fotografias da Terra, tiradas de satélites, «montadas» (sic!) porque, claro está, a ciência «oficial» fazia questão – com que propósito? – em esconder a verdade. Devo fazer uma pausa aqui, na citação destes dois autores, e dizer, antes de mais, que eles são excelentes na sua apresentação do fenómeno OVNI ao público possuindo rara honestidade intelectual e mentalidade verdadeiramente científica mas não deixam, contudo, de ter preconceitos e de estar mal informados, vou tentar demonstrá-lo, de certos aspectos acerca de possíveis provas da Terra Oca. Também, ironicamente, alguns dos próprios autores da Terra Oca estão enganados ao sugerir que os governos falsificaram imagens dos Pólos.
Em primeiro lugar, há como disse, várias fotografias parecem mostrar as aberturas polares. Mencionemos apenas as do ESSA-7 e a da Apollo 11. Elas não foram falsificadas porque simplesmente não se sabia o que se estava a fotografar! Em segundo lugar, o Modelo das Ondas Sísmicas de Jan Lamprecht encaixa-se perfeitamente com o comportamento “factual” das ondas sísmicas, permitindo, ao mesmo tempo, à Terra ser oca no seu interior.
Além disso, a hipótese favorita dos ufólogos Jacques Scornaux e de Christiane Piens acerca da proveniência dos OVNIs era nitidamente a da proveniência extraterrestre. E, não devemos esquecer, que também haverá “fanáticos” dessa hipótese! O facto de haver fanáticos defensores de qualquer hipótese não indica que a hipótese em si seja má. Não me parece que uma hipótese deva ser atacada pelo facto de haver fanáticos defensores dela. Hipóteses são hipóteses! Diz-se muitas vezes que se defende uma hipótese ou que Fulano de Tal defende uma hipótese. Em Ciência, não se deveria usar tal expressão porque não é uma expressão correcta. Quem coloca uma hipótese não está necessariamente a defendê-la. Hipóteses são coisas que se colocam para se dar inicio a um trabalho científico, não coisas que se defendam! Espero, aliás, que com este palavreado todo não se entenda que eu estou a defender a teoria da Terra Oca.
Muitos cientistas e pretensos cépticos recusam certas possibilidades mesmo perante bons indícios e nós temos que ser mais humildes ao invés de troçarmos de certas ideias. Pode ser fácil para a rã que nunca saiu da ribeira troçar da que diz ter visto o mar mas não deixará de estar a fazer figura ridícula. Primeiro pensa-se o assunto, investiga-se. Depois é que se o nega ou afirma. Isto é que é ser-se científico!
Muitas missões ao espaço mostram uma intrigante estrutura circular nos Pólos (as missões não tripuladas do ESSA, a Apollo-8, a Apollo-11, a Apollo-13). Parece-me que a Ciência não se deu ao trabalho de forjar fotografias como sugeriram alguns adeptos da Terra Oca. Vejam essas fotografias: o que parece ser essas aberturas está lá! Quem não conhecer a teoria da Terra Oca provavelmente não reparará em nada pois o que se vê é uma forma circular com nuvens, mar e gelo. Eu mesmo conhecia algumas dessas fotografias – e a teoria da Terra oca – e, durante muito tempo, não reparei naquele curioso padrão. Mas tratar-se-á realmente da abertura polar ou de uma formação de nuvens natural? Scornaux e Christiane Piens continuavam:

Será necessário dizer que uma tal proposição não deixará de fazer pensar um ufólogo? A verdadeira ciência não rejeita nada, a priori, e nós não dispomos, certamente, de um conhecimento rigoroso das camadas profundas da Terra, mas, o estudo da propagação das ondas sísmicas provou, sobejamente, a inexistência de grandes vazios. Alguns dão relevo a anomalias locais, causadas pela força da gravidade, que “provariam” a existência de cavidades enormes. Estas anomalias são conhecidas dos geólogos e explicadas: uma concentração de minerais mais pesados ou mais leves do que a média ou uma maior ou menor espessura da crosta terrestre são bastantes para as fazer notar. Se existem grandes cavidades, é antes em certos crânios que devemos ir procurá-las…

Estas atitudes são demasiado radicais. Afinal de contas, nunca ninguém foi ao interior da Terra. Tudo o que sabemos do interior da Terra é baseado em conjecturas, são suposições baseadas em certos fenómenos que observamos à superfície. É como o inconsciente da Psicanálise. Nunca ninguém foi ao inconsciente. Freud insistia que este era conhecido pelo que dele vinha “à superfície” (à consciência). Para alguns dos fenómenos geológicos, astronómicos e geográficos, a hipótese da Terra oca forneceria talvez uma explicação bastante satisfatória senão mesmo melhor que as da teoria clássica ou vigente acerca das camadas profundas do planeta. Um excelente exemplo desses fenómenos foi o do oásis de Terra descoberto no meio do Pólo Sul em 1947 pelo capitão Bunger da Operação Highjump do Contra-Almirante Richard Evelyn Bird da Marinha dos Estados Unidos.
O oásis tinha formato de quadrado e uma extensão de quilómetros. A explicação dada para o oásis é a de que foi provocado por actividade vulcânica subterrânea na região. Uma explicação muito mais satisfatória, penso, é a de que foi provocado por ventos quentes vindos do interior da Terra pela abertura polar sul.
Actualmente, Brooks A. Agnew refere existirem uma grande quantidade de dados, geológicos, atmosféricos (e outros) que parecem mostrar precisamente que… a Terra é oca. Jan Lamprecht propôs um Modelo das Ondas Sísmicas para verificar se a teoria da Terra Oca seria viável em face daquilo que sabemos sobre tremores de terra e parece que… sim! No entanto, muita gente, na comunidade científica, parece querer evitar continuamente olhar esses dados. Thomas Kuhn falou sobre isso…
Curiosamente, para que as ondas sísmicas atravessem para o outro lado da Terra, como o fazem de facto, esse Modelo torna o vazio do interior oco da terra muito pequeno relativamente às teorias tradicionais da Terra Oca não permitindo, parece-me, espaço para a existência das aberturas polares. Mas o que Jan Lamprecht quis ver era se a teoria era viável nos dias de hoje tomando em consideração os actuais dados geológicos, em especial, o estudo do comportamento das ondas sísmicas e parece que sim, a resposta é afirmativa.

O Buraco de Symmes

Um dos primeiros defensores desta teoria foi Sir John Cleves Symmes (1779-1829), homem de brilhante carreira militar, nascido em Nova Jérsia, era já capitão quando começou a estudar apaixonadamente astronomia; quanto mais estudava mais firme se tornava a sua convicção de que a Terra era oca. Baseava-se em vários factos, inclusive na migração de certas aves para o Norte, no Inverno. Ele acreditava que uma fonte de calor, no interior da Terra, restos de matéria incandescente da nebulosa primitiva – um sol central – as atraía. Esta teoria não era totalmente nova: já fora defendida, com algumas diferenças, por homens tão ilustres como Edmond Halley, Leonhard Euler, e Sir John Lesley. Euler usou esta teoria para explicar porque o magnetismo da Terra se comportava da maneira como se comportava. Para ele, porém, as aberturas polares eram enormes, com um diâmetro de 6500 km no Pólo Norte e 1000 km (!) no Pólo Sul, o que é claramente desmentido pelas imagens de satélite. Se a teoria dele estivesse correcta os primeiros homens a alcançar o Pólo teriam inevitavelmente entrado no interior da Terra e a poucos graus mais a Sul (do que hoje supõem alguns que esteja uma abertura polar). Devido a estas ideias a sua Teoria ficou também conhecida como o Buraco de Symmes!

William Reed

Outro defensor famoso desta teoria, mais recente, relativamente aos cientistas anteriores foi Sir William Reed, que escreveu um livro Phantom of the Poles (1906). A teoria de Reed possuía, contudo, uma diferença relativamente à dos anteriores autores, não incluía o sol central, pelo que talvez Reed não tenha tido conhecimento da teoria deles. Reed é o primeiro autor a basear-se numa extensa bibliografia relacionada com as expedições polares feitas até então. Para Reed, a Terra é oca, com aberturas nos Pólos; a gravidade situa-se na crosta e não no centro da Terra. Por isso, pode-se navegar através do lábio ou borda da abertura polar, para dentro e para fora, sem se cair ou desprender da Terra. Reed apresentou a sua teoria estabelecendo as seguintes proposições:

A Terra é oca. Os pólos há tanto buscados são apenas fantasmas. Existem aberturas nas extremidades norte e sul. No interior estão vastos continentes, oceanos, montanhas e rios. É evidente a vida animal e vegetal neste mundo novo, que é, provavelmente, povoado por raças ainda desconhecidas dos moradores do exterior da Terra.

No bestseller do cientista russo Ferdinand Teodor Ossidewoski Beasts, Men and Gods é estabelecido que essas raças pertenceriam a dois continentes perdidos sob as águas do Atlântico e do Pacífico, a Atlântida e a Lemúria, das quais parece haver hoje apenas “recordação” (?) colectiva.

Evidências de Uma Terra Oca Segundo William Reed

Tudo o que outros autores explicariam como sendo devido ao sol central, Reed explicará – porque desconhece a teoria do sol central – como sendo provocado por vulcões activos dentro da abertura polar: as auroras boreais, as temperaturas elevadas no árctico, a poeira de que se queixam os exploradores do Pólo Norte. Com efeito, quanto mais se aventuravam os exploradores árcticos nestes íngremes e inóspitos locais, mais invulgares eram as condições que encontravam. Essas condições pareciam ser difíceis de explicar… se a Terra fosse sólida!… Ou melhor, CONVEXA, nos Pólos. Sendo a Terra aí, segundo estes autores côncava, “fácil” era, na verdade, explicar esses fenómenos. Nansen (um explorador árctico que Reed menciona) diz (no Pólo Norte) vamos voltar para casa! Para que permanecermos aqui? Apenas poeira, poeira e poeira!

De onde poderia vir tal poeira – pergunta Reed – senão de um vulcão activo em explosão (na abertura polar)? E mais: Se a Terra fosse oca, não seria mais quente no Inverno e mais fresca no Verão (quando se entra nas aberturas polares)? Os exploradores árcticos dizem que o vento norte no Inverno eleva a temperatura, enquanto o vento sul a abaixa. Em oposição, o vento sul eleva a temperatura no Verão, enquanto o vento norte a abaixa. Isto é exactamente o que ocorreria se os ventos viessem do interior da Terra.
Espantoso! E Reed não sabia da existência de um sol central. Para mim, a ingenuidade dele consistia em que acreditava que aquelas importantes mudanças de temperatura, aparentemente referidas por exploradores polares, se deviam a meros vulcões activos dentro da abertura polar ao invés de considerar a hipótese de um sol central. Sim, já sabemos… Alguns de vocês vão dizer que é impossível… Que uma mini-estrela no interior da Terra causaria um buraco negro. O “sol” central, porém, não seria uma estrela dessas. Seria algo mais nebuloso, seria o que resto da “nebulosa original” que formou a Terra…
Voltaremos, mais à frente, a falar deste assunto. Infelizmente, este género de teorias devido às suas afirmações espantosas atraem, como sublinham os cépticos, todo o género de excêntricos e fanáticos (inclusive fanáticos religiosos) que depois fazem afirmações bastante tolas e nitidamente contra o que está bem estabelecido por provas ou mostram provas inúteis e gratuitas. Alguns sites da INTERNET sobre o assunto mostram-nos bem em que mares estamos a navegar… e nada disso é bom para manter o assunto num parâmetro sério que leve alguém a ir testar a teoria ou os fenómenos que parecem não se aplicar bem ao que pensamos saber sobre a geologia do planeta. A única maneira seria realmente ir ao Pólo e chegar às coordenadas onde se suspeita que está localizada a abertura.

Marshall B. Gardner

Outro cientista importante que defendeu a teoria da Terra Oca foi Marshall B. Gardner. A América do Norte tem a patente da teoria graças a ele. A teoria de Gardner distingue-se da de Reed pela inclusão de um sol central no interior da Terra que dá vida a imensos continentes, mares e rios. Gardner, que era um pensador muito independente porém rigoroso, científico, baseou-se nos dados fornecidos por muitos viajantes e exploradores polares.

Evidências de Uma Terra Oca Segundo Marshall B. Gardner

Gardner cita, por exemplo, as intrigantes observações do tenente Greely e dos seus assistentes:

o profundo interesse com que tínhamos até então prosseguido na nossa jornada, foi então grandemente intensificado. Os olhos do homem civilizado nunca viram e os seus pés nunca pisaram o terreno sobre o qual estávamos a viajar. Um forte e fervoroso desejo de seguir para a frente, a grande velocidade, se apossou de nós. À proporção que nos aproximávamos de cada contraforte de terra à nossa frente, a nossa ansiedade para ver o que estava além tornava-se tão intensa, que às vezes chegava a ser dolorosa. A cada ponto que chegávamos, um novo cenário abria-se há nossa frente, e sempre à frente havia um ponto que cortava uma parte do horizonte o que nos causava um certo desapontamento.

Greely verificou esse efeito porque ali no lábio da abertura polar, onde ele provavelmente se encontrava, a Terra encurva-se cada vez mais para o seu interior; assim vão sempre surgindo paisagens novas ao mesmo tempo que uma parte do horizonte parece estar sempre escondida. Também encontrou vida abundante num local que se considerava inóspito “certamente esta presença de pássaros, flores e feras é uma saudação ao nosso novo lar” refere no seu diário.

Em A Última Viagem do Capitão Hall é referido:

Achamos esta região bem mais quente do que esperávamos, livre de neve e gelo. Achamos uma região onde a vida é abundante, com focas, gansos, patos, bois almiscarados, coelhos, lobos, raposas, ursos, perdizes, roedores.

Ele estava numa alta latitude norte. E Nansen, depois de ver migrações de animais (ursos, tordos e alces pretos) para norte imagina ser um canaã de leite e mel. Na latitude de 78 graus e 17 minutos Hayes impressionado referiu apanhei uma borboleta de asas amarelas e – quem o acreditaria? – um mosquito. E também dez mariposas, três aranhas, duas abelhas e duas moscas.

Outra circunstância curiosa era, às vezes, os exploradores encontrarem sinais ou mesmo águas abertas ao norte quando tudo deveria estar coberto de gelo e icebergs… Algumas das circunstâncias que ele (Kane referindo-se a McGary) cita parecem indicar a existência de águas ao norte durante todo o ano; e as frequentes neblinas e nevoeiros que temos visto a sudoeste, durante o Inverno, confirma o facto (!) E Nansen escreveu no seu Diário Há sempre o mesmo céu escuro à frente o que significa mar aberto. Poucos podem pensar em casa, na Noruega, que estamos a navegar directo para o Pólo em água clara. Eu próprio não o teria acreditado se alguém o tivesse previsto há duas semanas mas é a verdade. Não será isto um sonho? Três semanas mais tarde voltou a escrever tão longe quanto o olho pode ver do cesto da gávea com o pequeno óculo de alcance não há fim para as águas abertas. Greely também tinha verificado este facto: águas abertas durante todo o ano no norte distante. Nansen desabafou que era de facto uma sensação estranha andar a navegar em mar aberto na noite escura sabe-se lá para onde e reparou quão ameno era o clima para o mês de Setembro. O calor era tanto que chegou uma vez a afirmar que ele e os seus companheiros deveriam quase imaginar-se em casa.

Outra questão, intrigante, e que os primeiros exploradores árcticos tinham verificado, era a existência de neve colorida nos Pólos, nomeadamente, nos icebergs. A substância que dava cor aos icebergs tinha sido analisada e havia-se verificado que se tratava de pólen. Onde estariam as flores em tal quantidade que deixavam os grandes blocos de gelo coloridos de vermelho, amarelo ou verde? Reed argumentava que tinham de estar no interior da Terra e que esse pólen alcançava a superfície devido ao vento a soprar através da abertura polar. Passamos os Crimson Cliffs em Sir John Ross, na manhã do dia 5 de Agosto. As manchas de neve vermelha, da qual tira o seu nome, podiam ser vistas claramente, da distância de 16 quilómetros da costa. Tinha um lindo matiz rosa forte. (Kane, página 44 do seu primeiro volume, segundo Raymond Bernard). Não se riam dos antigos pensadores; a cabeça deles… não era oca (!) Para os conhecimentos de uma certa época difícil seria não imaginar que a Terra era oca. Pelo menos consideraram os factos como eles eram ou quando pareciam intrigantes. E não é isso que Homens de Ciência “verdadeiros” devem fazer? Quantas vezes, em livros ou na INTERNET nos deparamos com um cepticismo que já se decidiu à partida porque é isto ou aquilo o que a Ciência diz, os que os outros dizem, ou o que está aceite. Mas acreditar em algo só porque isso está aceite não é um verdadeiro cepticismo. É o ego a mostrar aos outros o quão brilhante supostamente é. O ego é que gosta de absolutos, radicalismos, pontos fixos. Na verdade esse é um dos motivos porque prefiro a palavra criticismo.
Se analisarmos os processos de raciocínio de muitos de aqueles cientistas que consideravam a hipótese de uma Terra Oca pudemos constatar que até utilizaram a Lei da Parcimónia, tão prezada pela ciência – e híper-mencionada pelo cepticismo de arenque de certos grupelhos – (!) mas, por vezes, uma faca de dois gumes. Ainda hoje há factos estranhíssimos ocorrendo nos Pólos o que talvez não queira dizer que a Terra seja oca mas que são, mesmo assim, difíceis de explicar… Talvez a Terra não seja oca – e muitos dos argumentos dos adeptos desta teoria são, sem dúvida, inteiramente gratuitos! – porém penso que esta hipótese não deva ser, para já, descartada – ou aceite – com tanta leviandade… porque alguns dos argumentos são bons, muito bons e as coincidências… bom, para este autor, que defende um tipo de cepticismo muito diferente de “cepticismo” que se defende, hoje em dia, em alguns círculos, tais coincidências são, no mínimo, curiosas…

Vagas de OVNIs nos Países Nórdicos

Terra Oca – Fantasia ou Realidade? O que é certo é que os OVNIs sempre foram vistos com frequência perto das zonas polares. Uma grande vaga de máquinas voadoras surgiu nos países escandinavos em 1934. Outra grande onda de avistamentos nesses países deu-se outra vez em 1946, um ano antes do começo da Era moderna dos discos voadores. Em 1952 uma frota de objectos voadores não identificados teria surgido da direcção do Pólo Norte, através do estreito de Bering, e teria sido testemunhada pelos navios americanos empenhados numa operação secreta da NATO chamada na altura Main Brace. Serão OVNIs do interior da Terra? Há histórias, boatos de estranhos homens aparecerem numa ilha próxima do Pólo Norte chamada Última Thule (“Última Terra”), esses incidentes teriam ocorrido nas vizinhanças da Ilha e nela própria. Isto supostamente teria ficado registado nos arquivos do Almirantado Britânico há alguns séculos atrás mas não sabemos se é verdade. Um grupo de marinheiros britânicos que desembarcou em Última Thule de um vaso de guerra teriam encontrado pessoas muito diferentes deles (habitantes do interior da Terra que teriam vindo há superfície através da abertura polar?) e voltado para o navio em pânico. Supostamente também já teriam desaparecido lá tripulações inteiras nunca mais aparecendo outra vez.

Infelizmente, o escritor do paranormal, Lobsang Rampa, que menciona este suposto acontecimento num dos seus livros, Capítulos da Vida, pág. 56 e que se interessava genuinamente pelo paranormal não menciona as suas fontes de pesquisa, se as houve, nem ele próprio era uma fonte credível! Na altura em que escreveu esse livro, Lobsang Rampa ainda não conhecia a teoria da Terra oca que parece começar a defender, por alturas em que um dos últimos livros (agora já o podemos considerar antigo) da Terra oca, A Terra Oca de Raymond Bernard (1969), foi publicado. A partir daí, também Lobsang Rampa começa a defender, frequentemente, essa teoria, nos seus livros. Se Lobsang Rampa tivesse conhecido esta teoria há mais tempo, provavelmente, teria associado aqueles supostos eventos em Última Thule com a Terra oca e não com outras dimensões como o faz em Capítulos da Vida.
Se esses eventos tivessem de facto ocorrido parece-me que poderiam estar mais relacionados com a Terra oca do que com outras dimensões ou universos paralelos. De qualquer modo, tudo parece indicar que as zonas polares são muito misteriosas, talvez muito mais misteriosas do que temos imaginado…

Argumentos Aparentemente Contra a Terra Oca

Os argumentos dos defensores da Terra Oca parecem extremamente convincentes se não possuirmos conhecimento científico suficiente para termos em conta de que podem estar enganados. O campo magnético da Terra (e dos outros planetas) é muito forte o que provavelmente significa que a Terra tem um núcleo de ferro sólido com diversas irregularidades no exterior (montanhas, desfiladeiros) que causam as diferenças no magnetismo, diferenças essas que são facilmente verificáveis. Alguns pensam que pode existir uma camada de ferro líquido à volta desse núcleo de ferro não-líquido ou sólido. Depois então é que temos o manto inferior, o manto superior e a crosta.

Outra coisa que não está bem explicada é que no interior da Terra o mini-sol central nunca se põe. Como é que as plantas de lá realizam a fotossíntese se não há noite para absorverem oxigénio e libertarem dióxido de carbono como o fazem as nossas plantas? Teriam as plantas no interior da Terra um processo de fotossíntese um pouco diferente das nossas plantas da superfície? Ou poderiam ter os intraterrestres, por algum processo desconhecido por nós, o equivalente do dia e da noite que temos há superfície?

Há seres tecnologicamente evoluídos no interior da Terra? Como é que não captamos as suas comunicações? As suas ondas de rádio ou hertzianas?

A principal oposição a esta teoria vem da sismologia que, como já vimos, parece demonstrar a inexistência de enormes cavidades e ainda mais de uma Terra Oca, pela forma como as ondas sísmicas se comportam. Elas geram-se num sítio e conseguem ir parar ao lado oposto da Terra o que supostamente não aconteceria se a Terra fosse oca. Um forte sismo dá-se num lado do mundo e as suas ondas vão parar ao lado oposto. Uma grande cavidade da Terra Oca impediria isso de acontecer visto que as ondas não teriam material para passar para o outro lado. O próprio defensor da Terra Oca, Jan Lamprecht, viu isso e pôs de lado o Modelo Tradicional da Terra Oca (com uma crusta da espessura de 1290 kms) mas o modelo dele não faz muito sentido para mim. Ele criou um modelo da Terra oca com o vazio ou espaço oco muito mais pequeno do que é habitual nas teorias tradicionais da Terra oca mas aí não há espaço para as aberturas polares. Assim também não se podem explicar muitos fenómenos que eram atribuíveis à existência das aberturas polares.
Embora muitos cépticos façam realmente uma figura muito tola por serem extremamente fechados acerca destes assuntos sem investigar primeiro não podemos censurar à Ciência o facto de ela aqui encontrar-se num “impasse” e aparentemente não poder fazer mais nada. A Ciência, se for séria, procura sempre ver para que direcção apontam os factos e não os adapta àquilo que se quer. Isto deve ser claro tanto para cientistas ortodoxos como para os teóricos da Terra oca ou de qualquer outra teoria, “ortodoxa”. Um dia, se surgir algum facto, ou conjunto de factos, que demonstre o engano dos cientistas actuais acerca do comportamento das ondas sísmicas e esse facto ou conjunto de factos dê espaço de manobra para uma nova reconsideração da teoria Terra Oca, então a Ciência deverá reconsiderar essa teoria.

Depois de ter tido conhecimento desta teoria fantástica achei que mesmo não havendo – aparentemente – provas o suficiente convincentes para confirmar a ideia de uma Terra Oca valia a pena investigar, investigar a vários níveis, e reflectir. Afinal de contas, ninguém sabe como é o interior da Terra, tudo o que temos, mesmo da parte dos cientistas, são conjecturas, conjecturas traçadas a partir do que acontece à superfície. A nossa teoria convencional diz que só temos seis quilómetros de crosta em termos de espessura e, a seguir a isso, existiria praticamente um oceano de lava (manto superior e inferior) e depois um núcleo de ferro. Seis quilómetros de crosta! Só? Parece-me muito pouco! Uma concepção da Terra Oca à maneira de Marshall B. Gardner aumentaria a crosta para 1290 km de espessura e no meio desta crosta é que teríamos o magma e o ferro formando esse conjunto como que o esqueleto da Terra, indo do Pólo Norte ao Pólo Sul.

Vale igualmente a pena estudarmos os Mistérios da Antiguidade em particular os que se referem a civilizações desaparecidas e mundos subterrâneos. Talvez encontremos factores que corroborem a ideia de uma Terra Oca. Neste aspecto particular os adeptos de certas escolas de ocultismo como a teosofia ou os rosa-cruzes têm demonstrado uma grande imaginação (!) Apesar disso, alguns factos e lendas em que se baseiam poderiam ter alguma coisa a ver com a Terra Oca. Repete-se muito, no inconsciente colectivo do Homem, a ideia de um paraíso perdido, por vezes cercado de montanhas de gelo, outras vezes, situado mesmo dentro da Terra. Diz-se que é aí que os esquimós da Gronelândia situam a Morada dos Deuses. Também Platão nos seus Diálogos refere um Mundo Subterrâneo que tem muito a ver com a imagística de uma Terra Oca. Parece referir inclusivamente algo de semelhante à grande abertura do Pólo Norte.

Não sou dogmático com relação a este assunto nem sei se a Terra é oca ou não. Há factos que estão por explicar e talvez mal explicados de acordo com a Teria de uma Terra não oca. A este autor, pessoalmente, faltam-lhe os conhecimentos geológicos, astronómicos e outros para puder ir mais além.
Mas é uma história “mágica” a da Terra Oca… e nunca se sabe. No que toca há relação deste mistério com outro mistério: o dos OVNIs, a minha hipótese “favorita” para os casos mais complexos continua a ser a da proveniência extraterrestre dos OVNIs. Parece-me o caminho mais lógico a seguir para a maioria dos casos. E é provável que, actualmente, alguns OVNIs pertençam também a algum projecto secreto de algum governo.
A teoria da Terra Oca tem ainda muita mitologia e muitos autores demasiado imaginativos há sua volta que negaram alguns factos científicos importantes. Por isso, embora hajam muitas hipóteses a considerar, a hipótese extraterrestre continua, para mim, entre outras, a ter tremenda importância.

Resta perguntarmo-nos por que é que algumas pessoas QUEREM que a Terra seja oca? Muitas pessoas, muitos seres humanos parecem ter necessidade de acreditar que há algo diferente no outro lado (o de baixo) da Terra. É algo mágico. Há aqui algo mais de RELIGIOSO do que de científico. Os defensores acérrimos desta teoria negarão tudo o que vai contra a sua ideia de que a Terra é oca; os cépticos, por sua vez, negarão imediatamente tudo o que pareça favorecer aquela hipótese. E com isto o mistério permanecerá silencioso – “eterno” como disse o Almirante Byrd – e o interior da Terra tão impenetrável como sempre foi!

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