3 Capítulo 3 -Os Mais Espantosos Casos de Ovnis Mundialmente Famosos

Luis Lourenço

Os Mais Espantosos Casos de Ovnis Mundialmente Famosos

Em seguida apresentarei alguns dos casos mais interessantes da ovniologia clássica, alguns bastante intrigantes. De uma maneira geral os casos que seleccionei foram investigados por investigadores cuidadosos. Envolvem testemunhas reais, pessoas que existem, ou que existiram, e que viram “algo” logo não devemos classifica-los na “cómoda” mas inexacta categoria de “mitos urbanos” sem o risco de abandonarmos o rigor e a honestidade característicos de uma percepção honesta. Muitos dos especialistas que se dedicaram ao estudo destes casos eram cientistas que não temeram envolver-se de forma séria num tema que muitas vezes é tabu para quem deveria investiga-lo e que portanto, pela sua coragem, estão de parabéns.

O Caso Cash-Landrum de 29 de Dezembro de 1980

Próximo de Huffman, Texas 29/12/1980

Betty Cash, de 51 anos, juntamente com uma amiga e colega de trabalho, Vickie Landrum, de 57 anos, e ainda o neto de Landrum, Colby, de sete anos, seguiam de automóvel por uma estrada secundária quando repararam na presença de um objecto luminoso, semelhante a um diamante, no céu e deitando uns feixes de luz vermelha sob a estrada, situado a uns cinco quilómetros de distância do carro onde elas se encontravam. Pouco depois o referido objecto começou a descer até ao nível das árvores que rodeavam a estrada e as três testemunhas começaram a ouvir um som repetitivo de bip-bip.

À medida que se iam aproximando do ponto em que o ovni se situava, iam-se apercebendo de que ele era consideravelmente maior do que um automóvel e localizava-se no ar a um nível tão baixo que, se não estivesse na vertical da rodovia, certamente queimaria as árvores que a ladeavam. A uns 60 metros de distância Betty parou o carro, receosa que estava perante a presença de semelhante estímulo e os três ocupantes saíram da viatura para puderem observar melhor.

O calor emanado do objecto fazia-se sentir com intensidade. Ao fim de três minutos Colby começou a sentir-se mal e refugiou-se no interior do automóvel, logo acompanhado pela avó que o tentava reconfortar. Como boa cristã que era e ainda não percebendo bem o que se passava, Landrum achou, de início, que o estranho fenómeno podia ser uma manifestação de Jesus Cristo. Betty, por seu lado, continuou no exterior a observar o ovni até finalmente entrar também no carro por não suportar o calor intenso que se registava.

Subitamente, o objecto reiniciou o movimento e as testemunhas puderam reparar que o mesmo se encontrava acompanhado por uma série de helicópteros que mais tarde identificaram com os CH 47 utilizados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos da América, ainda que, fontes governamentais consultadas posteriormente negassem de forma categórica ter havido qualquer desses aparelhos envolvidos em actividades na aludida área e na data apontada.

Betty Cash chegou a casa cerca das 21 e 5’ e sentia-se claramente indisposta. Tinha também o pescoço inchado, o mesmo sucedendo com as orelhas e pálpebras, enquanto a face se cobrira de borbulhas; os olhos estavam quase fechados de tal modo que durante os dias seguintes lhe era impossível ver com clareza. Sofreu também de grande queda de cabelo. Durante algum tempo perdeu o apetite e era assediada continuamente por vómitos e diarreia. Esteve quinze dias internada num hospital, sujeita a tremendas dores de cabeça e inapta para trabalhar.

Estes sintomas persistiram durante mais de um ano. Landrum e seu neto foram menos afectados talvez por se terem refugiado no carro muito antes de Betty quando o objecto ainda se encontrava a alguma distância; de qualquer maneira sofreram dos mesmos sintomas que Betty, embora numa escala mais reduzida; Colby sofria frequentemente de pesadelos. Em virtude destes dissabores, as mulheres envolvidas neste estranho encontro levaram a tribunal o governo dos EUA, tentando processá-lo e obterem indemnizações pelos danos causados à saúde, processo levado a cabo sem sucesso.

Uma testemunha independente confirmou ter visto o Ovni e, mais tarde, outras três confirmaram ter visto os helicópteros. Apesar das habituais negativas oficiais parece existir uma forte probabilidade de as testemunhas terem observado qualquer tipo de objecto, talvez relacionado com um hipotético projecto secreto do governo americano. Ou isso, ou então as Forças Armadas dos Estados Unidos estavam a escoltar um objecto vindo de outras paragens (!)

A investigação prosseguiu durante muitos anos, sem no entanto, existirem indicações quanto a uma conclusão definitiva. Tudo indica que as mulheres e a criança terão visto mesmo qualquer coisa. Mas é a palavra delas contra a do Estado.

O Caso do Padre Gill – Contacto Amigável com Humanóides na Papuásia, Nova Guiné (26 de Junho de 1959)

Este caso é significativo porque tem sido muito difícil de explicar em termos convencionais. O Rev. William Gill, missionário anglicano saiu da sua cabana depois do jantar, para apanhar um pouco de ar na noite de 26 de Junho de 1959 quando viu uma luz branca a noroeste que tomou, primeiro, pelo planeta Vénus. Ao fim de alguns minutos, deu-se conta de que se tratava de algo mais brilhante do que o seria Vénus e que, além disso, se dirigia rapidamente na sua direcção. O reverendo chamou o seu colega, o professor primário, Steven Moi, e em breve estavam trinta pessoas a olhar o céu, eles, os seus alunos e alguns outros habitantes da ilha.

Ao fim de algum tempo, as testemunhas aperceberam-se, com nitidez, de que se tratava de um disco cor de laranja com cerca de 12 a 15 m de diâmetro. A nave encontrava-se, segundo estimaram, a cerca de 100 m deles. Na base do engenho divisava-se quatro escoras e, na parte de cima, uma cúpula com aproximadamente 3 m de altura. Na cúpula existia uma espécie de “ponte” ou plataforma de onde se distinguiam quatro seres de aparência humana. De vez em quando, uma das criaturas parecia inclinar-se, para manipular qualquer coisa, sobre a plataforma. A cada 30 segundos, brilhava um fino raio luminoso de cor azulada, como se, na interpretação de Gill, do professor e dos nativos, se tratasse de um sinal em direcção ao céu, onde, aliás, evolucionavam, outros ovnis. Depois de se ter aproximado muito perto do solo, a ponto de as testemunhas pensarem que iria aterrar, o engenho afastou-se novamente. Esta observação durou ao todo quatro horas e repetiu-se nos dois dias seguintes. Talvez tenha sido essa a razão para o pretensamente científico Projecto Livro Azul não poder declará-la uma alucinação. Isso e a quantidade de pessoas que estava a observar os fenómenos. Ainda assim o “científico” Livro Azul tudo fez para descartar o caso como “inexplicável” forjando a explicação, idiota e nitidamente forçada, de que as testemunhas tinham visto… “os planetas”.

No dia seguinte, na noite de 27 de Junho os objectos, os “planetas” (aparentemente!) voltaram e a multidão reuniu-se a observar outra vez. Aconteceu então algo digno de nota, o Rev. Gill e o professor primário lembraram-se, de repente, de acenar aos humanóides, levantando os dois braços. Para estupefacção de todos, os humanóides, primeiro um e depois dois responderam com o mesmo gesto!

A seguir, durante vários minutos, seguiu-se uma troca de sinais amigáveis entre os terrestres e os presumíveis seres extraterrestres. Com o cair da noite Gill e o professor foram buscar uma lanterna e enviaram sinais à nave, com o foco de luz, aos quais o OVNI respondeu, oscilando, quer para a esquerda, quer para a direita, até, finalmente resolver afastar-se. Voltou a acontecer o mesmo no dia seguinte (!) Houve outras observações na região.

Este caso nunca foi totalmente explicado e alguns cínicos afirmaram que o padre Gill e os seus companheiros foram vítimas de uma ilusão causada pelo planeta Vénus. Um famoso céptico e autodeclarado inimigo dos OVNIs, o professor Howard Menzel, tentou desmantelar este caso através de argumentos tanto forçados como falsos: Gill, que era míope, teria confundido o planeta Vénus com um disco voador e os nativos tê-lo-iam imitado por sugestão. O reverendo deu-se ao trabalho de responder a estas “explicações” e confirmou que não só estava a usar os seus óculos como também tinha visto distinguido claramente o planeta Vénus nessa noite conseguindo diferenciá-lo dos objectos.

Caso do Doutor X

Doutor X é o pseudónimo arranjado pelo investigador francês Aimé Michel para um médico francês que teve um estranho encontro com um OVNI e que pediu aquele investigador anonimato. É comum as testemunhas pedirem aos investigadores para não mencionarem o nome delas nem quaisquer dados que as possam identificar. O investigador francês Aimé Michel também acompanhou a evolução deste caso de forma exaustiva. É possível que haja detalhes acerca do caso que ainda não tenham sido tornados públicos.

O “Doutor X” foi acordado por volta das quatro horas da madrugada pelo choro persistente do seu filho mais novo, na altura com um ano de idade, que lhe apontou para uma das janelas do terraço do compartimento onde dormia. O médico olhou para o exterior e reparou nuns rastos de luz que iluminavam um vale que faz fronteira com a sua residência. Observou então dois objectos em forma de disco, cada qual emitia um feixe de luz relativamente ao outro e outro feixe na vertical que até ao solo; movem-se na direcção da casa e acabaram – os discos – por se fundirem num só (!) que continua a fazer progressos em direcção à testemunha. Subitamente, o engenho projecta um feixe de luz que acerta no médico e depois “explode” numa deflagração de contornos nublados e dispersa.

Todo o incidente não demorou mais que dez minutos e o médico, escreve, não obstante a emoção da experiência, um relatório pessoal acerca da experiência; acorda a mulher e conta-lhe o que se passou. Em seguida dá-se conta de que um ferimento que tinha na perna e que fora contraído na Segunda Guerra Mundial e que sempre lhe causara dores, já não lhe doía e que mesmo a tumefacção se tinha desvanecido completamente. Voltou, então, para a cama e tentou dormir. A sua mulher anotou uma frase que ele disse durante o sono agitado: “o contacto será restabelecido quando da queda nas escadas no dia dois de Novembro”.

No dia seguinte, o “Doutor X” dormiu durante toda a tarde. Ao acordar não se lembrava da sua aventura nocturna, nem mesmo quando a mulher lhe mostrou as notas tomadas depois da incrível experiência. Mais tarde, quando efectivamente caiu das escadas, em casa, verificou que era o dia 2 de Novembro e a seguir recordou os eventos relativos ao “encontro”. Sentiu então uma “dor” na região umbilical onde lhe apareceu uma mancha em forma de triângulo para a qual especialistas ainda não encontraram resposta nem solução. Na região umbilical do filho apareceu uma marca idêntica. Será este OVNI, se o caso realmente aconteceu, um objecto real ou um objecto da imaginação do médico? Temos dois objectos, aparentemente sólidos, que depois se “fundem” um no outro. Estes “factos” dão ao caso contornos, de facto, estranhíssimos. Uma hipótese a validar e que faria sentido colocar para este caso seria a da origem ultraterrestre dos objectos ou objecto observado. Teríamos a manifestação de uma inteligência ou inteligências de outra dimensão que inclusive se poderiam aproveitar da imagem do OVNI presente no inconsciente humano para se apresentarem dessa forma, com o objectivo de fazer reconhecer ao humano a sua presença de uma forma a que nós, seres mais primitivos, os possamos reconhecer. É uma hipótese, e hoje a Ciência já não ri da possibilidade de existência de outras dimensões bem como de universos paralelos. Dado o acentuado “factor estranheza” deste caso e a “imaterialidade” aparente dos objectos, que se fundem um no outro, não vejo outra hipótese explicativa para este caso, e admitindo que o mesmo se deu, que a hipótese da manifestação de uma inteligência extradimensional.

Columbia Britânica, Canadá

Aqui temos um caso singular pelo facto de todas as testemunhas que participaram nele terem sido crianças. Já houve casos envolvendo crianças nos quais se provou a “brincadeira” ou o engano mas muitos persistem como difíceis de explicar. David Bates (7 anos), Steve Stillie (9 anos) e Henry Stillie (7 anos) estavam a brincar nas margens do rio Coquitlam (situado na Columbia Britânica, Canadá) quando viram “uma nave aérea com a forma de um disco invertido” a aterrar numa área coberta de seixos. Ficaram assustados e correram para casa (reacção normal e comum a muitas das testemunhas). Um mês depois, o investigador de OVNI R. J. Halishoff investigou a área e encontrou uns estranhos círculos negros sobre os seixos.

O Caso de Quarouble, na França (10 de Setembro de 1954)

Este é um clássico da grande vaga de encontros imediatos que assolou todo o mundo nos anos 50 em particular a América do Norte e a França. Marius Dewilde vivia com a sua família numa casa perto de uma via-férrea abandonada a dois quilómetros de Quarouble. Uma noite, por volta das 22:30 foi ver por que é que o seu cão latia furiosamente, quando observou, a uns seis metros de distância, uma massa escura em cima dos trilhos da via-férrea. Nesse momento, ouviu uns pesados passos e dirigiu a lanterna naquela direcção. A uns três metros de distância, do outro lado da cerca, vê então dois seres com um metro de altura a correrem na direcção do objecto escuro. Vestiam um escafandro, possuíam ombros largos e tinham, na cabeça, algo muito grande, um capacete, que reflectia a luz. Não distinguiu os braços dos seres e pareceu-lhe que as pernas eram muito curtas com relação ao corpo.

Dewilde resolveu correr na direcção dos seres tentando apanhar um, mas uma luz muito forte saiu do objecto, deixando-o cego e paralisado. De pé e imóvel, ele ouviu o som dos passos a ir na direcção do objecto. Quando o raio luminoso se apaga, ele recupera os movimentos e a visão e observa o objecto a começar a subir lentamente com um assobio grave até uns 30 metros de altura, disparando depois horizontalmente. Este tipo de manobras também é clássico na literatura ovniológica.

Marius Dewilde terá garantido ao investigador Guy Tarade (Ovni – Terra, Planeta sob Controlo, pág. 171, Europa-América) que descobriu no terreno junto da sua casa um objecto de tipo “aparelho de radiocomando” abandonado pela tripulação do ovni e que teria sido capturado pelos serviços secretos franceses. Não sei se esta informação é de fiar. Outra afirmação sensacional é a de que após apertado interrogatório ele, Dewilde, teria sido posto perante um engenho extraterrestre idêntico ao que vira estacionado em cima da via-férrea o que também é bastante inverosímil e não consta das primeiras informações acerca do caso. Estas últimas informações sobre o caso são, no entanto, altamente duvidosas. Guy Tarade parece ter sido um escritor tão apaixonante como especulativo. E a especulação sem base, em ovniologia, não abona em favor dela e dá aos cépticos “razão” para a crítica…

Provas Físicas e Outras Testemunhas

Uma investigação oficial foi levada a efeito e foram descobertas marcas na via-férrea onde supostamente esteve o objecto pousado. Os cálculos de pressão indicaram que o que o que quer que as tenha feito parecia ter um peso de 30 toneladas. Também outras testemunhas da região haviam visto estranhas luzes no céu.

O Caso de Valensole, na França (1 de Julho de 1965)

O agricultor Maurice Masse ia trabalhar de manhã cedo, quando encontrou um objecto, pousado no seu campo de alfazema, que tomou primeiro por um helicóptero. Mas depois vendo com mais atenção reparou que o objecto tinha forma oval, uma cúpula e encontrava-se pousado a uns 6 metros de distância.

Perto do objecto estavam dois seres pequenos que examinavam os pés de alfazema. Os seres tinham 1,20 m de altura e uma cabeça enorme, cerca de três vezes o normal, em forma de abóbora e sem cabelos. As suas caras tinham dimensões e características humanas. Os olhos aparentavam ser normais, embora de características mongóis, amêndoados ou “rasgados”, as maçãs do rosto eram salientes e o queixo era bastante pronunciado. A boca não tinha lábios e parecia “um buraco”. A pele do rosto aparentava ser lisa e albina. Quando ao vestuário, este se apresentava inteiriço, ajustado, de cor castanha, deixando à descoberta a cabeça e as mãos. De cada lado da cintura possuíam uma pequena caixa cilíndrica.

Quando Maurice se aproximou um pouco mais, um dos seres notou a sua proximidade e apontou-lhe um dos tubos que trazia na caixa que o deixou paralisado. Ainda assim, Maurice podia ver o que se passava à sua frente; viu o ser colocar o tubo na caixa do lado esquerdo da cintura e ambos os seres ficarem a olhar para ele e a falar entre si numa linguagem desconhecida, uma espécie de sons articulados “semelhantes a grunhidos”. Depois os seres voltaram apressadamente para o objecto que disparou num ângulo de 45 graus, emitindo um som agudo.

Provas Físicas e Efeitos Fisiológicos

Ao fim de 15 minutos a paralisia de Maurice desapareceu. A partir daquela data, segundo contou, passou a ficar mais sonolento, passando a dormir 12 a 15 horas por dia, chegando uma vez a dormir mesmo 24 horas seguidas, quando antes dormia apenas 4 ou 5 horas por dia. No local de aterragem a polícia encontrou marcas e nos anos seguintes a única coisa que cresceu no local foi erva, não se desenvolvendo os pés de alfazema.

Os OVNIs na Rússia

Embora, muitas vezes, no mundo ocidental se suspeitasse que os OVNIs eram armas secretas dos russos, também estes se sentiam confundidos com os estranhos objectos aéreos, e igualmente, como o resto do mundo, se perguntavam de onde poderiam vir aqueles e se seriam uma arma secreta dos americanos. Um dos primeiros pilotos aviadores russos a ver OVNIs foi Valentim Akkuratov, navegador-chefe da Soviet Polar Navigation, que informou que se deparara com um objecto voador em forma de lente, cor de pérola e com “arestas tremeluzentes”. A tripulação do seu avião não havia conseguido distinguir quaisquer asas, sistemas de propulsão ou determinar que força accionava o aparelho. Akkuratov referiu-se igualmente à “velocidade impossível” com que o objecto se tinha afastado. Era óbvio que os russos também tinham os seus problemas com os OVNIs.

Tal como os americanos, também os russos procuraram descobrir o segredo dos OVNIs tentando não só aproximar-se deles como também disparando contra eles (Buttlar, 1978) às vezes mais por receio (ao verificarem, por exemplo, que estes objectos pareciam ter um “incómodo” interesse por instalações militares) do que por simples hostilidade contra os presumíveis extraterrestres ou ambição de conseguir deitar a mão à tecnologia OVNI.

O Caso de Voronezh, na Rússia em Outubro de 1989

Em 9 de Outubro de 1989 a agência de notícias russa TASS informou o mundo que se havia dado (depois de vários avistamentos) uma aterragem de um OVNI num parque de Voronezh do qual várias testemunhas (crianças, algumas das quais, estavam no parque a jogar à bola, e umas quarenta pessoas adultas) viram sair três seres de uns três ou quatro metros de altura, forma humana embora com pequenas cabeças, seres estes acompanhados por um robot.

Os cépticos afirmaram ter esta história sido uma fraude elaborada pela imprensa mas na verdade e apesar da abertura da União Soviética a TASS nunca teve a fama de ser uma agência sensacionalista. Além disso, as testemunhas do fenómeno são numerosas e reais, algumas das quais, apareceram nas televisões e documentários de todo o mundo a falar da experiência que consideraram, na altura, muito assustadora, que lhes ficou no pensamento durante vários dias e que provavelmente nunca mais esquecerão.

Actualmente podemos ver essas testemunhas a falarem da experiência nos programas que foram feitos, na altura, quando ainda eram crianças (os meninos que estavam a jogar à bola são entrevistados) e também depois, alguns anos mais tarde, e em que foram convidadas a falar sobre o encontro imediato através da INTERNET, onde se encontram gravados no YOUTUBE. Ao longo dos anos as testemunhas participantes nunca negaram o ocorrido.
A TASS realmente não parece ser muito dada a sensacionalismos; a um outro evento bastante intrigante com OVNI, por exemplo, a agência chama ao objecto que terá aparecido, “uma estrela”, o que revela, sem dúvida, relutância em enveredar pelo caminho do sensacional. Referimo-nos ao caso de 20 de Setembro de 1977 de Petrozavodsk relatado por Guy Tarade no seu livro Ovni – Terra, Planeta Sob Controlo, página 44, Publicações Europa-América.

Este caso é muito interessante e os cépticos pretendem que tudo se passou num contexto de vasto sensacionalismo. Não quero aqui afirmar que o caso de Voronezh foi real de certeza absoluta porque isso também não sei dado que não estava lá. Penso que deve ter havido algo estímulo para tanta gente contar ter visto a mesma coisa. O que quero dizer é que acho curiosa a persistência desta mentira ao longo dos anos em termos das testemunhas. E pode ter havido um jovem que “tentou enganar” como sublinharam os cépticos mas há outros tantos que estavam em grupo quando o evento aconteceu e que hoje são adultos e falam das mesmas coisas e que, apesar disso, não tentaram ficar conhecidos ou escrever algum livro a respeito. O céptico também tem de olhar para estes aspectos: nem todas as testemunhas de OVNI vão a correr escrever livros ou para entrevistas de televisão como às vezes gostam de sugerir.

O Caso de Partington na Inglaterra em 14/11/1977

Numa tarde de Inverno em Partington, Manchester, Inglaterra pelas 17 e 45 duas mulheres e dois homens ao saírem de um transporte público viram simultaneamente duas estranhas luzes no céu. Pareceu-lhes estarem as luzes a mais de um quilómetro dos campos que se estendiam à frente deles. Os quatro estavam a tentar determinar a natureza das luzes quando estas se apagaram podendo então as testemunhas perceberem um contorno escuro e oblongo de grandes dimensões e com uma luz vermelha na extremidade da frente ou proa que se movimentou na sua direcção. Ficaram a ver em silêncio e mais tarde admitiram ter tido medo. As testemunhas possuíam todas uma excelente visão e concordaram todas nas suas descrições. Dois minutos depois de o objecto ter passado por sobre eles uma das testemunhas correu assustada a informar a Polícia que anotou seriamente o incidente. Terá havido, segundo se disse, outros testemunhos isolados mas estes nunca se manifestaram.

De Onde Terão Vindo Estes Objectos?

São várias as teorias acerca da origem dos discos voadores. A mais popular tem sido a teoria da origem extraterrestre. Os OVNIs ou discos voadores, como os queiram chamar, seriam artefactos de origem extraterrestre e viriam de outros planetas. Embora o Homem, em geral, tenda a se esconder atrás dos mais variados preconceitos de natureza filosófica, científica ou religiosa muitas pessoas não negam a possibilidade de visitas extraterrestres. A razão da Negação Sistemática, que também tem de ser provada, tem a ver com uma motivação frequentemente de natureza narcísica ou egóica, custar-nos-ia a admitir a possibilidade da existência de inteligências no Universo maiores do que a nossa, maiores do que a do homem. E no entanto é sempre uma hipótese a admitir.

Uma grande parte dos autores, exagerados, só viu a discussão que nos ocupa de dois pontos de vista: a do crente e do não crente. De acordo com este argumento quem crê em OVNIs é porque acredita que eles são naves de extraterrestres. Do outro lado só podem estar os cépticos, que acham o fenómeno OVNI só pode dever-se a fraude, alucinação, engano, confusão com fenómenos naturais conhecidos ou fenómenos naturais desconhecidos. A hipótese extraterrestre ou HET é tomada em consideração pelos ovniologistas… Como Hipótese! Existe efectivamente a hipótese de alguns dos objectos voadores estranhos observados serem naves extraterrestres. Portanto, pormos essa hipótese consiste num um exercício de actividade mental, intelectual e científica honesta porque até se saber o que são os OVNIs a hipótese está lá quer queiramos quer não. É só uma hipótese! Então, porque tanto alarido a respeito?

Em alguns casos de OVNIs a que chamei “casos de qualidade” os objectos observados assemelhavam-se de facto ao que parecia uma nave espacial invulgar, talvez extraterrestre. Os tripulantes igualmente não parecem ser “deste mundo” por isso a hipótese ET tem de ser tomada em consideração se formos investigadores honestos. Não quer dizer que o ovnilogista a queira aceitar já. É uma hipótese de trabalho. E antes essa do que as explicações fáceis que têm sido propostas por alguns para esses casos. Às vezes, as pessoas viam as coisas mais estranhas e algum céptico espertalhão dizia que era “o planeta Vénus” ou “um balão meteorológico”. Por exemplo, o antigo presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e uns amigos viram um objecto estranhíssimo que voou, aproximou-se e mudou de cor. Depois afastou-se novamente. Essa classe de “pensadores” que são (alguns) cépticos determinou que eles tinham visto “o planeta Vénus”. “ É o planeta Vénus e não se fala mais do assunto.” Podíamos argumentar que o caso é interessante dado que temos várias pessoas a ver o planeta Vénus a fazer coisas o planeta Vénus não faz! Daqui pode o leitor deduzir que eu não gosto muito de cépticos, especialmente, aqueles da escola americana que chegam ao ponto de formar grupos ou sociedades dedicadas ao “desmentido ou desmistificação de alegações do paranormal” o que significa que já determinaram a posição que vão tomar antes de iniciarem um estudo!

Temos de colocar outras hipóteses para os OVNIs, no entanto, para além da hipótese extraterrestre. Outra das hipóteses relativas às origens dos discos voadores é a de que eles se originariam da nossa própria Terra e aqui temos um leque de hipóteses muito mais variado. Há quem diga que estes objectos são experimentos levados a cabo secretamente por governos do nosso próprio planeta. É uma boa hipótese e estou certo que alguns avistamentos de OVNIs têm essa explicação. Outra hipótese, que analisaremos mais à frente, é a da teoria da Terra oca. Outros autores colocaram a hipótese de os OVNIs virem do mar. E existe também a hipótese da proveniência de outras possíveis dimensões da realidade.

Comments are closed.